(Violão dedilhado suave)
(Percussão leve de pandeiro e surdo marcando o passo)
O dia amanhece com uma sombra no olhar
Uma dor silenciosa que tenta te segurar
Você veste a armadura, disfarça o cansaço
Mas o corpo carrega o peso desse compasso
São dias de luta, de busca, de espera
Uma jornada oculta, que ninguém venera
Mas na tua essência existe um jardim
Que floresce na alma, sem ter nunca um fim
Força que brota do ventre, coragem que guia
Você é muito mais que essa melancolia
Resistência, mulher, no teu caminhar
A vida insiste em te ver despertar
Força que brota do ventre, coragem que guia
Você é muito mais que essa melancolia
Sua história é escrita com fibra e com luz
Nessa estrada difícil que você conduz
Às vezes o mundo parece não entender
O custo invisível de apenas viver
Mas a sua voz ecoa, não pode se calar
Você tem a sabedoria de quem sabe lutar
Tem dias de chuva, tem dias de sol
Você é a dona do seu próprio lençol
Não deixe a dor definir quem você é
Você é rainha, você tem muita fé
Força que brota do ventre, coragem que guia
Você é muito mais que essa melancolia
Resistência, mulher, no teu caminhar
A vida insiste em te ver despertar
Força que brota do ventre, coragem que guia
Você é muito mais que essa melancolia
Sua história é escrita com fibra e com luz
Nessa estrada difícil que você conduz
Cada cicatriz conta uma história de guerra
De quem caminha firme pisando na terra
O diagnóstico não dita o seu destino
O seu coração é o norte, é o seu ensino
Respira fundo, o horizonte é imenso
Eu vejo o seu brilho, eu sinto o seu senso
Força que brota do ventre, coragem que guia
Você é muito mais que essa melancolia
Resistência, mulher, no teu caminhar
A vida insiste em te ver despertar
Força que brota do ventre, coragem que guia
Você é muito mais que essa melancolia
Sua história é escrita com fibra e com luz
Nessa estrada difícil que você conduz
Vai com calma, mulher...
Sua força é o seu caminho
Nunca esteve sozinha...
(A música diminui suavemente)
Força, só força.
(Fim)