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Antigamente Era Assim

Mario Alves Cardoso · 🇧🇷 Brazil
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Lyrics

Antigamente

era

diferente,

Mas

tinha

graça,

tinha

emoção!

Pouca

tecnologia,

Mas

sobrava

imaginação!

Telefone

com

ficha,

Fotografia

pra

revelar,

Fita

VHS,

disquete

e

jabuticaba,

E

criança

solta

até

tarde

pra

brincar!

[INTRODUÇÃO — instrumental demorada) Antigamente era diferente, Tudo tinha outro jeito de funcionar, Telefone tinha até cadeado, Quando se queria impedir alguém de ligar! E quando vinha a conta do telefone, Era um susto de fazer arrepiar... Hoje é só apertar uma tela, Naquele tempo tinha ficha pra falar! Depois veio o cartão pra facilitar! [BREQUE — cavaquinho] Mas

se

a

ficha

acabasse...

Acabava

também

o

assunto!

Ah,

meu

amigo,

que

tempo

bom!

Tinha

dificuldade,

mas

tinha

emoção!

Hoje

tudo

é

rápido,

tudo

é

digital,

Naquele

tempo

era

tudo

manual!

Mas

era

muito

bom,

Era

muito

legal!

Antigamente

era

assim!

Era

assim...

E

ninguém

achava

anormal!

Mesmo

tudo

demorado,

Era

muito

genial!

Tinha

fita

VHS

pra

assistir,

E

tinha

prazo

certo

pra

devolver,

A

fita

era

devolvida

correndo,

Pra

não

levar

multa

nem

aborrecer!

E

se

esquecesse

de

rebobinar,

A

multa

vinha

sem

dó

nem

perdão.

Hoje

a

multa

é

se

esquecer

De

pagar

a

assinatura!

Disquete

guardava

quase

nada,

Um

arquivo

grande

já

era

confusão...

Hoje

cabe

o

mundo

num

pendrive,

Naquele

tempo

cabia

somente

uma

simples

canção!

E

o

tal

do

Merthiolate,

Quando

passava...

ardia

pra

daná!

A

gente

ficava

assoprando

a

ferida,

Esperando

aquela

dor

passá!

A

ferida

sarava...

Mas

a

lembrança

da

ardência

ficava!

Fotografia

era

coisa

séria,

Tinha

doze,

vinte

e

quatro

ou

trinta

e

seis,

Depois

levava

pra

revelar,

E

esperava

até

uma

semana,

talvez!

Se

saía

alguém

de

olho

fechado,

Era

tarde...

não

dava

pra

consertar!

Não

tinha

Photoshop...

O

azar

estava

fotografado!

Hoje

a

gente

tira

cem

fotografias,

Já

na

mesma

hora

podendo

postar!

Ah,

meu

amigo,

que

tempo

bom!

Tinha

dificuldade,

mas

tinha

emoção!

Hoje

tudo

é

rápido,

tudo

é

digital,

Naquele

tempo

era

tudo

difícil,

tudo

manual!

[VERSO 4] Banho

era

com

bacia

e

caneca,

Ou

chuveiro

com

cordinha

puxando...

Se

faltasse

água,

ninguém

reclamava,

A

gente

já

estava

acostumado!

E

criança

brincava

lá

na

rua,

Até

escurecer,

sem

medo

e

preocupação,

Era

bola,

bicicleta

e

esconde-esconde,

E

só

voltava

quando

ouvia

o

chamado: “

Menino!

Vem

pra

casa!” “

Já

vou!” “

Já

vou

nada!

É

agora!”

[BREQUE — risadas] E

quando

a

mãe

chamava

de

novo...

Até

a

bola

obedecia!

Em

casa

não

tinha

telefone,

E

a

gente

ia

pro

orelhão

telefonar,

Colocava

a

ficha

com

cuidado,

Rezando

pra

ligação

não

cair

ou

acabar!

E

o

leite

chegava

de

carroça,

Bem

cedinho,

na

porta,

no

portão...

Hoje

chega

por

aplicativo,

E

ninguém

sabe

nem

a

hora

da

entrega,

não!

Naquele

tempo

o

leiteiro

conhecia

a

casa...

Hoje

o

aplicativo

pergunta: “

Qual

é

o

endereço?”

E

tinha

jabuticaba

no

quintal,

No

quintal

do

vizinho...

Que

provocava

uma

tentação!

A

gente

pulava

a

cerca,

Pra

fazer

a “

colheita”

escondidão,

Voltando

com

jabuticaba

nos

bolsos,

De

montão!

[BREQUE — risadas] Era “

roubo”

de

jabuticaba,

Mas

ninguém

chamava

de

ladrão!

[Breque curto] Era

só

uma “

colheita

antecipada”...

Sem

autorização

do

patrão!

Filme

era

na

fita

de

oito

milímetros,

Cada

cena

era

uma

preocupação,

Filmava

com

todo

cuidado,

Depois

mandava

pra

revelação!

E

esperava

uma

semana

inteira

Pra

descobrir

o

que

foi

filmado...

Se

o

filme

não

saísse

bom,

Tudo

estava

perdido

e

condenado!

Uma

semana

pra

descobrir...

Se

você

tinha

filmado

o

chão!

[Pandeiro — pequena virada] Hoje

filma,

olha

na

hora,

Se

não

gostou,

pode

apagar!

E

filho

tinha

respeito

dobrado,

Pai

era “

Senhor”,

mãe

era “

Senhora”,

Não

existia

esse

negócio

de “

você”,

Era “

sim,

senhor!”

e “

sim,

senhora!”

Se

respondesse

atravessado,

A

conversa

nem

precisava

continuar...

Bastava

um

olhar

do

pai

Que

a

gente

já

sabia

onde

a

cinta

ou

o

chinelo

ia

parar!

Nem

precisava

explicar...

O

olhar

já

vinha

com

legenda!

E

tinha

o

famoso

Biotônico

Fontoura,

E

fígado

de

bacalhau

pra

fortalecer,

A

mãe

dizia: “

Toma

que

faz

bem!”

E

a

gente

tomava

sem

querer!

Hoje

tem

vitamina

de

todo

tipo,

Tem

suplemento

pra

tudo

quanto

é

lado...

Mas

naquela

época

era

uma

colher,

E

pronto:

problema

solucionado!

Se

era

bom

ou

se

era

ruim...

A

mãe

dizia

que

era

bom,

e

estava

encerrado!

Antigamente

era

diferente,

Mas

tinha

graça,

tinha

emoção!

Pouca

tecnologia,

Mas

sobrava

imaginação!

Telefone

com

ficha,

Fotografia

pra

revelar,

Fita

VHS,

disquete

e

jabuticaba,

E

criança

solta

até

tarde

pra

brincar!

Antigamente

era

assim!

Era

assim!

E

quer

saber

de

uma

coisa?

[Todos — forte] A

gente

era

feliz...

E

nem

sabia!

Mas

o

Mário

Cardoso,

Que

tudo

isso

contou...

Já

era

muito

feliz...

E

também

já

sabia!

[BREQUE FINAL — todos] Já

sabia! [

Pandeiro —

virada

forte.]

[Breque final.] Saudade...

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