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Londrina: Memórias de Mário (section fix) (Remix)

Mario Alves Cardoso · 🇧🇷 Brazil
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Lyrics

(FALADO —

VOZ

CAIPIRA:)

Tudo

acontece

lá

na

divisa

dos

dois

estados!

Tem

goiano

e

tem

mineiro,

Cada

qual

quer

falar

mais...

E

quando

um

provoca

o

outro,

É

conversa

demais!

[VERSO 1 — O MINEIRO CONTA | VIOLA MARCANDO O COMPASSO] Lá

na

divisa

de

Goiás

com

Minas

Gerais,

Duas

cidadezinhas,

quase

irmãs

e

muito

iguais.

Rio

Paranaíba

separando

os

dois

quintais,

Mas

o

orgulho

de

cada

um

não

deixa

a

paz

durar

demais!

Antigamente,

a

placa

do

carro

Entregava

a

procedência,

E

um

goiano

de

chapéu,

Com

seu

Fusquinha

branqueado,

Exibia

a

placa

de

Goiás,

Todo

ancho

e

empinado!

O

mineiro,

cheio

de

graça,

Perguntou,

querendo

gozar: “

Ô,

compadre,

esse

GO

Que

na

placa

está

no

carro,

O

que

é

que

quer

falar?”

O

goiano

respondeu,

Com

orgulho

e

decisão: “

GO

é

Goiás,

minha

terra,

Meu

querido

rincão!”

O

mineiro

deu

risada,

Com

malícia

no

falar: “

GO

quer

dizer

gonorante,

É

o

que

eu

vou

lhe

contar!” [

BREQUE —

VIOLA

PARA

DE

REPENTE] (

Sanfona

dá

duas

notas

curtas.

Pausa

para

a

resposta.)

[VERSO 2 — O GOIANO DÁ O TROCO | VIOLA MAIS FIRME] O

goiano

ficou

bravo,

Mas

soube

se

controlar,

Olhou

a

placa

do

mineiro

E

resolveu

lhe

perguntar: “

E

esse

tal

de

eme-gê,

Na

placa

do

seu

carrão,

O

que

quer

dizer,

compadre?

Me

responda,

meu

irmão!” “

É

Minas

Gerais,

uai!

Terra

boa,

sem

igual,

Do

pão

de

queijo

quentinho

E

da

prosa

sem

final!”

O

goiano

deu

risada,

Com

seu

plano

já

na

mão: “

Se

GO

quer

dizer

gonorante,

Preste

bem

atenção:

MG

quer

dizer,

compadre,

Muito

gonorante,

então!” [

BREQUE

DE

VIOLA

E

SANFONA] (

Viola

faz

uma

descida

chorada.

Sanfona

responde

com

uma

frase

alegre.)

[REFRÃO — DUETO, VIOLA E SANFONA] GO

é

gonorante!

MG,

muito

gonorante!

Um

provoca,

o

outro

retruca,

Ninguém

deixa

a

língua

em

paz!

Um

tem

pequi,

outro

pão

de

queijo,

Cada

qual

com

seu

sabor!

Mas

depois

de

tanta

briga,

Dão

risada

do

humor!

Ô,

mineiro!

Ô,

goiano!

Deixa

a

raiva

pra

depois!

Se

a

divisa

separa

a

terra,

A

amizade

une

os

dois! [

INTERLÚDIO —

VIOLA

CAIPIRA

E

SANFONA, 4

COMPASSOS] (

Viola

ponteia;

sanfona

repete

a

melodia,

com

balanço

de

baile

sertanejo.)

[VERSO 3 — A BRINCADEIRA ATRAVESSA A FRONTEIRA | TOM BEM MARCADO] Mas

essa

história

de

divisa

Não

acontece

só

por

cá,

Lá

entre

os

Estados

Unidos

E

o

México

também

dá

o

que

falar!

O

mexicano

provoca

O

americano,

pra

valer,

E

quando

está

em

vantagem

Faz

questão

de

aparecer!

Abre

o

peito,

conta

os

seus,

Com

orgulho

e

valentia,

E

grita,

cheio

de

graça,

Como

quem

desafia: “

Miiira

cuántos

los

somos!”?

Olha

quantos

somos,

então!

Quer

mostrar

que

tem

vantagem

E

ganhar

a

discussão! [

VIRADA

DE

VIOLA —

SANFONA

SUSTENTA

A

NOTA]

[VERSO 4 — QUANDO A VANTAGEM MUDA | ARRANJO MAIS CONTIDO] Mas

se

a

coisa

se

complica,

Muda

logo

a

situação,

Se

tem

muito

americano,

Já

muda

a

provocação!

Dá

um

sorriso,

muda

o

tom,

Procura

se

sair

do

perigo,

Deixa

o

orgulho

de

lado

E

chama

o

outro

de

amigo! “

Oh,

my

friend!”,

diz

sorrindo,

Pra

escapar

do

embaraço,

Pois

quem

muda

o

tom

da

prosa

Quer

encontrar

outro

espaço! [

INTERLÚDIO —

SANFONA

SENTIDA, 4

COMPASSOS] (

Viola

acompanha

com

ponteados

suaves.

A

sanfona

prepara

a

mudança

para

o

verso

reflexivo.)

[VERSO 5 — A LIÇÃO DAS DIVISAS | VIOLA MAIS LENTA] Mas

nem

toda

divisa

Termina

em

brincadeira,

Há

fronteiras

neste

mundo

Que

viraram

trincheira.

Rússia

e

Ucrânia,

quanta

dor,

Quanta

lágrima

e

aflição!

Quando

o

orgulho

fala

alto,

Quem

sofre

é

a

população!

Mineiro

e

goiano

podem

até

se

provocar,

Mexicano

e

americano

podem

querer

se

comparar,

Mas

se

o

bom

senso

prevalece,

Há

respeito

e

amizade,

E

a

fronteira

deixa

de

ser

muro

Pra

dar

lugar

à

liberdade!

[REFRÃO REFLEXIVO — DUAS VOZES, SANFONA SUAVE] Seja

um

rio,

seja

uma

cerca,

Seja

a

fronteira

de

uma

nação,

Não

é

vencer

quem

mora

ao

lado,

É

viver

em

paz

com

o

irmão!

Que

a

fronteira

não

seja

guerra,

Nem

motivo

pra

divisão;

Que

o

respeito

vença

o

orgulho

E

a

paz

more

em

cada

coração!

[REFRÃO FINAL — DUETO, VOLTA O BALANÇO DO MODÃO] Ô,

mineiro!

Ô,

goiano!

Mexicano

e

americano!

Cada

qual

com

seu

orgulho,

Cada

qual

com

seu

jeito

humano!

Se

a

brincadeira

é

amistosa,

Todo

mundo

vive

em

união!

E

com

bom

senso

e

respeito,

viverão...

muito

feliz

todos

os

povos,

todos

os

cidadãos!

[FINAL FALADO — VIOLA CHORADA] Vamos

Finalizar,

atendendo

ao

Mário

Cardoso,

Mineiro

que

esta

letra

escreveu,

Porque

pão

de

queijo

e

pamonha,

HOJE,

até

agora,

ele

AINDA

não

comeu! (

Viola

caipira ) (

Sanfona

responde

com

melodia

sentimental,

sustentando

as

notas.) (

Finalização

lenta,

chorada

e

bem

sertaneja

raiz.)

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