ANTIGAMENTE ERA ASSIM
Hoje vamos voltar no tempo,
Pra muitas coisas boas rememorar!
Antigamente era diferente,
Tudo tinha outro jeito de se mostrar !
Telefone tinha até cadeado,
Quando se queria impedir alguém de ligar!
Naquele tempo tinha ficha pra falar!
Depois veio o cartão,
Pra facilitar!
Ah..., que tempo bom!
Tinha muitas dificuldades,
Mas também tmuita emoção!
Antigamente era assim!
E ninguém achava aanormal!
Mesmo tudo sendo demorado,
Parecia nornai
Tinha fita VHS pra assistir, E tinha prazo certo pra devolver.
A fita era devolvida logo Pra não levar multa nem aborrecer!
E se esquecesse de rebobinar, A multa vinha sem dó nem perdão!
Disquete guardava quase nada, E hoje cabe tudo num só pendrive,
E o tal do Merthiolate...
Quando passava, ardia pra daná!
A gente ficava assoprando a ferida,
Esperando aquela dor passá!
Fotografia era coisa séria, Tinha doze, vinte e quatro ou trinta e seis.
Depois era levada pra revelar, E a gente esperava até uma semana, talvez!
Se saísse alguém de olho fechado, Era tarde... não dava pra consertar! Hoje a gente tira cem fotografias, E na mesma hora já pode postar!
Que tempo bom!
Tinham muitas dificuldades, Mas também tmuitas emoções !
Banho era com bacia e caneca,
Ou chuveiro com cordinha puxando...
Se faltasse água, ninguém reclamava,
Era só no poço chegar. Com o ssarílho na mão
O balde com água subia pra o problema solucionar.
Criança brincava na rua, Até escurecer, sem medo ou preocupação.
Era bola, bicicleta, esconde-esconde,
Amarelinha e pião!
Até ouvir a mãe chamar:
“Menino! Vem pra casa!”
“Já vou!” Era a resposta!
Resposta Sem muita convicção!
E quando a mãe chamava de novo,
Fazendo aquele sermão... A volta acontecia rapidinho
Porque não existia tolerância não!
Em casa não tinha telefone, E tinha que ir pro orelhão
Colocava a ficha com cuidado, Rezando pra ligação não cair ou acabar! Também naquela época, leite chegava de carroça,
Bem cedinho, no portão... Hoje chega por aplicativo,
E ninguém não sabe a hora que vai chegar não!
E tinha jabuticaba no quintal, No quintal do vizinho, bem entendido...
Que provocava uma tentação! A gente pulava a cerca,
Pra fazer a “colheita” escondidão!
Voltava com jabuticaba nos bolsos, De montão!
Filmagem era em filme de oito milímetros, Cada cena era uma preocupação.
Filmava com todo cuidado, Depois mandava pra revelação!
E esperava uma semana inteira
Pra descobrir o que foi filmado
Naquele tempo
Filho tinha respeito dobrado, Pai era “Senhor”, mãe era “Senhora”. Não existia esse negócio de “você”: Era “sim, senhor!” e “sim, senhora ! E toda noite:
“Benção, pai!”
“Benção, mãe!”
antes de dormir!
Agora, se fizesse alguma coisa errada,
Bastava observar o olhar que eles faziam....
Que a gente já sabia
Onde a cinta ou o chinelo iria parar!
E tinha o famoso Biotônico Fontoura,
E também óleo de fígado de bacalhau pra fortalecer. A mãe dizia:
“Toma que faz bem!”
E a gente tomava... sem questionar!
Hoje tem vitamina de todo tipo, Tem suplemento pra todo lado... Mas naquela época era numa colher que se resolvia.
E pronto! Problema solucionado! Se era bom ou ruim, Não interessava...
Bastava a mãe dizer que era bom, E era assunto encerrado!
E quer saber de uma coisa?
A gente era feliz...
E não sabia, apesar da falta de tecnologia.
Mas, o Mário Cardoso,
Que tudo isso aqui relembrou,....
Era muito feliz, sim senhor!
Mas existiu uma mudança Que muito o aborreceu e merece atenção... Uma mudança cívica,
Muito significativa,
Que hoje já não se pratica mais Como antigamente. E isso, realmente, muito aborrece, não só ao
Mário Cardoso, mas também à muitos cidadãos!
Antes de ingressar na sala de aula,
Defronte ao Pavilhão Nacional, antigamente, todos os alunos, em fila indiana Se posicionavam, com muita alegria, respeito e emoção,..e cantavam O nosso Hino Nacional! Que era sentido no fundo de nosso coração!
Era um momento cívico, De respeito e união!
Se de antigamente até hoje Muito avanço aconteceu,
A tecnologia avançou, O mundo se desenvolveu...
Mas a falta desse ato cívico, Tão importante e tradicional,
É na visão de quem naquele tempo viveu,
Uma perda significativa, que merece muita reflexão!
Progresso é importante...
Mas o civismo não pode ser esquecido.
Antigamente era desse jeito,
Respeito, memória e emoção... Civismo no fundo do coração!
E a gente hoje... Não esquece não!
Fica o alerta, fica a minha, e a de muitoe brasileiros, a indignação!
(Cavaquinho e pandeiro encerra suavemente)