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Londrina: Memórias de Mário (section fix) (Remix)

Mario Alves Cardoso · 🇧🇷 Brasil
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Letra

[VERSO 1 — VOZ GRAVE, CONTANDO A HISTÓRIA] No

sertão

de

noite

escura,

correu

uma

triste

história,

De

um

guerreiro

temido,

marcado

pela

memória.

Virgulino

Ferreira,

Lampião,

rei

do

cangaço,

Encontrou

na

confiança

o

seu

mais

cruel

embaraço.

[VERSO 2 — SANFONA RESPONDE A CADA DOIS VERSOS] Na

Grota

do

Angico,

Sergipe,

o

destino

se

armou,

Na

madrugada

sombria,

a

volante

se

aproximou.

Dizem

que

alguém

revelou

onde

o

bando

descansava,

Mas

se

foi

traição

ou

tortura,

a

história

não

esclarece

nada.

[PRÉ-REFRÃO — PERCUSSÃO CRESCENDO] Quem

conhece

o

segredo

de

um

abrigo

no

sertão,

Pode

abrir

uma

porteira

ou

entregar

um

coração.

E

quando

a

confiança

se

transforma

em

desengano,

Uma

noite

muda

a

história

e

interrompe

muitos

anos!

[REFRÃO — FORTE, COM CORAL MASCULINO] Foi

traição?

Foi

covardia?

Foi

a

força

da

polícia

que

venceu

naquele

dia?

Quem

contou

o

esconderijo?

Quem

rompeu

a

proteção?

Até

hoje

essa

pergunta

ecoa

pelo

sertão!

Foi

traição?

Foi

tortura?

Quem

conhece

a

verdade

dessa

noite

tão

escura?

Na

Grota

do

Angico,

o

destino

escreveu:

Lampião

caiu

na

emboscada,

e

o

mistério

permaneceu! [

INTERLÚDIO — 8

COMPASSOS] (

Sanfona

dramática;

viola

imita

o

aboio.

A

zabumba

marca

o

passo

da

volante.)

[VERSO 3 — TOM DE LAMENTO] Pedro

de

Cândido

é

lembrado

nessa

narrativa,

Como

a

figura

envolvida

numa

versão

controversa

e

antiga.

Há

quem

diga

que

ele

entregou

o

lugar

onde

o

bando

dormia,

Há

quem

diga

que

sob

pressão

foi

levado

a

colaborar

naquele

dia.

Não

se

julga

um

homem

apenas

pelo

que

alguém

contou,

Nem

se

apaga

uma

dúvida

porque

o

tempo

já

passou.

Entre

a

lenda

e

os

fatos,

fica

a

pergunta

no

ar:

Foi

a

mão

de

um

companheiro

que

ajudou

Lampião

a

tombar?

[REFRÃO — REPETIR COM MAIS FORÇA] Foi

traição?

Foi

covardia?

Foi

a

força

da

polícia

que

venceu

naquele

dia?

Quem

contou

o

esconderijo?

Quem

rompeu

a

proteção?

Até

hoje

essa

pergunta

ecoa

pelo

sertão!

Foi

traição?

Foi

tortura?

Quem

conhece

a

verdade

dessa

noite

tão

escura?

Na

Grota

do

Angico,

o

destino

escreveu:

Lampião

caiu

na

emboscada,

e

o

mistério

permaneceu!

[PONTE — VOZ FALADA, COM SANFONA AO FUNDO] No

sertão,

a

confiança

valia

mais

que

dinheiro...

Mas

uma

informação

podia

mudar

o

destino

de

um

cangaceiro.

E

a

história

nos

ensina,

sem

condenar

sem

saber:

Nem

toda

acusação

prova

aquilo

que

aconteceu!

[VERSO FINAL — LENTO E EMOCIONADO] Vinte

e

oito

de

julho,

mil

novecentos

e

trinta

e

oito,

A

Grota

do

Angico

amanheceu

em

silêncio

e

desgosto.

Lampião,

Maria

Bonita

e

tantos

outros

tombaram,

E

as

dúvidas

daquela

madrugada

jamais

se

encerraram.

[REFRÃO FINAL — CORAL E SANFONA] Foi

traição?

Foi

covardia?

Quem

conhece

a

verdade

daquela

triste

agonia?

O

sertão

guarda

o

segredo,

o

tempo

não

deu

solução,

E

a

pergunta

ainda

ressoa:

quem

traiu

Lampião? [

FINAL —

A

CAPELA] (

Todos

os

instrumentos

param.)

Foi

traição...

ou

foi

tortura? (

Aboio

distante.)

O

sertão

ainda

procura... (

ESPAÇO...)

Esse

ângulo

da

morte

de

Lampião,

em

ritmo

de

música....

foi

escrito

por....

Mário

Cardoso. ) (

Viola

caipira

e

sanfona

encerram

com 8

compassos

lentos

e

chorados.)

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