Yeah, escuta o som.
Observando o tabuleiro, saca a visão.
Nem tudo que brilha é ouro, nem toda ajuda é mão estendida.
Vamos nessa.
O cenário político é um espelho distorcido
Onde o povo se sente refém, mas se sente acolhido
Tem o auxílio que pinga, a conta não fecha no final
Mas a alma tá presa numa dívida colossal
É aquele cara que diz que te salva da fome
Mas te mantém na coleira pra não esquecer do nome
A dependência vira o chicote do novo século
Sem autonomia, o voto se torna um espetáculo
E a gente olha, reflete, tenta entender a lógica
De quem troca a própria voz por uma cesta básica trágica
É o sistema girando, mantendo a gente no chão
Vendendo esperança enquanto estocam a nossa nação.
É o ciclo que se repete, a mesma dor no peito
Aceitando migalha pra viver desse jeito
Não vê que a mão que te dá também é a que te prende?
O preço da liberdade é mais alto do que quem te vende
Acorda pra vida, sai dessa redoma
A ilusão do conforto é o que te consome.
Faz a analogia, observa o comportamento
Da mulher que tá presa num ciclo de sofrimento
O marido agride, ela chora, mas diz que aceita
Porque ele paga as contas, porque a grana é feita
"Ele me bate, mas sustenta o meu teto"
Troca a dignidade pelo conforto do objeto
É a mesma política, a mesma dependência
Ignorando o respeito pela falsa conveniência
O medo de andar sozinha, de buscar o próprio caminho
Faz aceitar o abuso, aceitar o seu espinho
Não é sobre política, é sobre valor próprio
Sair da sombra, parar de ser o seu próprio sóbrio.
É o ciclo que se repete, a mesma dor no peito
Aceitando migalha pra viver desse jeito
Não vê que a mão que te dá também é a que te prende?
O preço da liberdade é mais alto do que quem te vende
Acorda pra vida, sai dessa redoma
A ilusão do conforto é o que te consome.
Quem manda na sua vida? Quem manda no seu voto?
Você é dono de si ou apenas mais um garoto?
Que aceita qualquer migalha por medo do amanhã
Mas a força que você busca, mora aí na sua manhã
Resgata o valor, resgata a consciência
Quebra a corrente, busca a sua independência.
É o ciclo que se repete, a mesma dor no peito
Aceitando migalha pra viver desse jeito
Não vê que a mão que te dá também é a que te prende?
O preço da liberdade é mais alto do que quem te vende
Acorda pra vida, sai dessa redoma
A ilusão do conforto é o que te consome.
Olha pro horizonte, o futuro a gente constrói
Sem deixar que o sistema ou o abuso nos corrói
Deus, pátria, família, o alicerce que resta
Pra alma ser livre e não viver mais nessa festa
De ilusão.
Só a verdade liberta.
Paz.